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O Regresso dos LBOs: Como Funcionam e Porque Voltaram a Ganhar Relevância.

  • Foto do escritor: Harbor Partners
    Harbor Partners
  • 26 de fev.
  • 1 min de leitura

O regresso dos LBOs está a ser acompanhado por uma aceleração clara na dívida privada: a emissão para operações de buyout cresceu 30% em 2024 nos EUA e Europa, sinalizando maior apetite por risco num contexto de financiamento mais favorável.



Mas afinal, o que é um LBO?


Um Leveraged Buyout (LBO) é a aquisição de uma empresa recorrendo maioritariamente a dívida. Em vez de utilizar apenas capital próprio, o investidor financia parte significativa da compra com empréstimos.

A própria empresa adquirida através dos seus cash flows ajuda a pagar essa dívida ao longo do tempo.


É aqui que entra a alavancagem.


Alavancar significa utilizar dívida para aumentar o potencial retorno do investimento. Se a empresa cresce, melhora margens e gera caixa de forma consistente, o retorno sobre o capital investido pode ser significativamente amplificado.

Mas a alavancagem exige disciplina: quanto maior a dívida, maior a exigência operacional e financeira.


Então porque é que os LBOs estão de volta?


Há três fatores principais:


  • Mais capital disponível: O private equity continua com níveis elevados de capital não investido que precisa de ser alocado.


  • Maior apoio da dívida privada: Fundos de crédito privado estão hoje a financiar uma parte significativa dos buyouts, substituindo parcialmente os bancos tradicionais.


  • Melhoria nas condições de mercado: Com custos de financiamento mais estáveis e maior confiança económica, os investidores voltaram a estruturar operações com mais convicção.


O resultado? Mais operações, maior dimensão dos deals e um mercado de buyouts novamente em movimento.


Os LBOs são uma ferramenta financeira como também um reflexo de confiança no crescimento, na capacidade operacional das empresas e na disciplina de capital.


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